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A crise energética na China está ligada ao carvão, que atingiu o maior preço da história, e, além de ser o pior poluidor entre os combustíveis fósseis, é a base da matriz energética chinesa – maior importadora mundial de carvão que tem cerca de 60% da eletricidade gerada a partir dessa fonte.

A China enfrentou apagões nos últimos meses que afetaram a cadeia de abastecimento global devido às rígidas metas de emissões de carbono chinesas e ao aumento dos preços dos combustíveis fósseis. Esse aumento tem relação com o fato que boa parte dos países vem gastando mais eletricidade nesse momento de recuperação econômica, colocando pressão no setor – alta demanda, oferta escassa.

Mas a situação foi aliviada por um aumento da produção local de carvão, segundo o principal órgão de planejamento chinês. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou que a produção diária de carvão aumentou para uma média de mais de 11,5 milhões de toneladas desde meados de outubro, 1,1 milhão de toneladas a mais do que no fim de setembro. O aumento coincidiu com a reunião de cúpula COP26 em Glasgow, à qual o presidente chinês, Xi Jinping, não compareceu, e na qual autoridades mundiais discutem uma redução das emissões de gases do efeito estufa.

Várias fábricas chinesas suspenderam suas operações nos últimos meses devido aos apagões. A escassez foi agravada pela política chinesa de tolerância zero à Covid-19, que praticamente fechou as fronteiras do país e dificultou o envio de matérias-primas do exterior.
Cerca de 60% da eletricidade da China é gerada a partir do carvão. Pequim apresentou um novo plano climático à ONU antes da COP26, no qual reiterou sua meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

Diante desse cenário e com uma economia mundial tão dependente da China, as consequências são globais e já sentidas em diversos segmentos aqui no Brasil. E fica mais um alerta para a humanidade repensar o uso de fontes de energia para que possamos ter um futuro sustentável.

Fontes: https://g1.globo.com/, https://www.cnnbrasil.com.br/

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